25 de fevereiro de 2010

uma vez me disseram que todos um dia amam e isso me atormentou por muito tempo. não que eu seja a mais seca das rosas, mas eu nunca consegui manter nada. não que eu seja a guria mais diferente do mundo, porque eu sei que não sou. uso calça jeans, me preocupo com a minha franja no calor e passo meu tempo pensando em besteiras. mas é que por dentro, eu sinto algo diferente. algo que já tentei descrever em milhares de textos e poemas, não consigo. mas, por ti tentarei explicar, mesmo que inutilmente o que sinto agora. espero que eu não mude de opinião até que tu leia, as vezes acontece. já me apaixonei por vários caras, de todos os tipos, jeitos e defeitos e nada durou por mais que um ano. não pense mal de mim, apesar de as vezes eu também achar que não presto eu sei que sou uma boa guria. se não sou, tento. o problema não é exatamente a intensidade, porque nos primeiros dias eu viro uma típica idiota apaixonada . daquelas que muda o trajeto nas ruas, ensaia o que vai dizer e fica vermelha só de pensar. digamos que o problema seja em manter tudo isso. quando o que eu quero se torna realidade eu abandono, ou melhor, meu coração me abandona. eu simplesmente paro de sentir. então, os defeitos começam a aparecer e quando dou por mim, já não consigo nem olhar. se era amor? acho que não. mas também não sei dizer o que era, porque enquanto habitou em mim, fez festa e toda festa tem acabar uma hora não tem? pelo menos a minha acaba sempre. e claro, deixa vestígios, restos insuficientes pra uma nova comemoração mas suficientes pra me fazer escrever. é por isso que estou aqui, se é que tu me entende. eles no começo são o meu motivo justamente por eu não ser o deles. isso não é algo legal de se dizer, acredite foi difícil admitir no começo. os únicos caras que eu ainda penso, são os que me deixaram antes que tudo acontecesse. quando digo tudo, tu sabe do que eu falo né? esses foram o que mais me fizeram sofrer, disso não tenho dúvida alguma, mas foram também os que me fizeram ver o outro lado da história. como é o ficar, e não o ir. mas isso não interessa agora. acredito que seja vontade de colocar um ponto final em uma frase que parou em vírgula. infelizmente minhas frases nunca são as últimas do texto.