eu tenho muito medo do que vem depois. uma coisa são as poucas horas que passamos juntos, outra são os muitos dias que passamos distantes. eu não sei o que te acontece depois que tu me deixa com um beijinho de despedida, não sei quantas gurias cruzam teu caminho até o nosso próximo encontro, não sei quantas arrancam de ti um olhar com segundas intenções, não sei sequer se é em mim que tu pensa quando vai dormir por que é com outra que tu divide o quarto. não preciso de horóscopo, cartomante ou macumbeira pra saber o que tu sente quando tá comigo. eu preciso é de fé pra acreditar que isso se perpetua quando os nossos corpos já não estão juntos, quando os dias passam sem que tu apareça, quando a noite cai e mais uma vez eu tenho a certeza de que vou dormir sozinha. não tenho medo de passar uma vida inteira lutando por ti, eu tenho medo é do teu medo de se entregar, por que foi isso que me mandou tantas vezes pra um caminho diferente do teu e se hoje mais uma vez me encontro ao teu lado é por que se pela força do medo nos separamos, pelo poder que há no amor haveremos de voltar. então, não venha me falar em responsabilidade, nem chame de maturidade a tua covardia e acima de tudo não tema a minha entrega, não recuse os meus atos desmedidos de paixão e não resista a minha vontade de te tornar o meu pra sempre. eu só quero que tu saiba que sei tanto quanto tu o mundo de coisas que nos separam e todos os motivos pelas quais deveríamos permanecer separados. mas se tu realmente acreditar no poder do amor verá que nem o maior de todos os obstáculos fará diferença. hoje foi mais um dia em que nada de importante aconteceu e ainda assim eu senti a tua falta, como se tu fosse a hora que faltava pro meu dia ficar completo. então imagina a falta que tu faz em dias especiais?! durante os almoços em família quando todas as primas apresentam um namoradinho novo pra vó e eu tenho que ficar calada pra não dizer que é mais um ano amando o mesmo cara que ela jamais vai conhecer, durante as pequenas conquistas, durante os dias difíceis. pode mensurar o tamanho de todas as faltas que tu me faz? pode imaginar o quanto eu fui e sou carente por não ter 100% de ti quando eu dou 200% de mim? pode dormir tranqüilo sem nenhum aperto no peito sabendo que tem alguém rezando pra que tu não ferre com a vida dela como ferrou com a tua?! agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o teu número. afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se tu não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível? de que adianta eu dá píti quando mais uma guria idiota vem pedir teu telefone recusando todas as tuas circunstâncias, se tu não dá um passo em minha direção pra que elas vejam pra onde o teu destino aponta? de que adianta ter toda a certeza do mundo de que eu sou a guria da tua vida se eu não sei se faço parte da tua vida?
words, only
24 de abril de 2011
1 de abril de 2011
28 de março de 2011
a minha história ou melhor, a nossa história não começa no capítulo um. pois, se tu parar pra pensar, esses capítulos foram apenas os nossos nascimentos e mesmo que nossa união fosse feita por laços, esses laços ainda estavam dispersos no mundo e precisavam se encontrar. logo, irei começar pelo capítulo oito, oito que me traz esperança, oito batidas e uma piscadela pra mim. era tudo que eu precisava pra saber que iria me apaixonar por ti. era apenas o início, início de uma nova era pra mim.
14 de março de 2011
comprovei mais uma vez o quanto eu preciso ir embora e o tamanho do valor que invisto nisso. a manhã já começou com algumas lágrimas que não eram só restos da noite passada, havia algo mais. fiquei na maior parte do tempo escrevendo em folhas de caderno e segurando as lágrimas pra que elas não caissem. o meio-dia passou a algum tempo e eu não vejo a hora da noite chegar pra que eu possa deitar no escuro e me perder tentando me achar. precisava tanto daquele abraço confortador. enquanto mal tenho a privacidade de chorar sem ser indagada sobre o por que e não tenho aquele abraço que faria toda dor sumir, coloco meus fones de ouvido e volto a fingir que tá tudo bem. tem certos sentimentos que passam, rápido e fácil. alguns outros, ficam e doem, doem muito. o que mais dói é aquele de não poder te abraçar ou de não ter teu sorriso logo pela manhã. enfim, todas as dores uma hora vão passar, eu pelo menos espero que passem.
12 de março de 2011
tudo tão vazio, tudo não, aliás. o coração tá cheio de saudade e angústia, os pulmões cheios de ar, que na verdade, me sufoca. eu já deveria ter caído a muito tempo, porém, venho me mantendo forte. não. tu vem me mantendo forte. pois, sempre que tô prestes a cair, ouço tua voz em meus pensamentos e isso me mantém.. tudo tá vazio, tudo não, aliás. em mim, tá cheio de ti.
7 de março de 2011
então ela sonha. sonha baixo. sonha feliz. sonha pouco. sonha nada, quase nada. sonha alto. sonha exagerado e cai. sorrir, levanta. sonha mais. sonha tímida. sonha devagar. sonha inquieta. sonha lágrimas. sonha poucas lágrimas, muitas lágrimas. acorda assustada. as lágrimas não eram sonho. fecha os olhos e volta pro seu sonho inadequado. sonha um sonho desnivelado. sonha brigas e amores. passado e futuro. sonha o oposto do seu sonho anterior. sonha moderado o impossível. sonha demasiada uma paixão. sonha isso. sonha aquilo. sonha profundo e simples. palavras. letras. pretexto. silêncio. acorda. olhos abertos. sonha realidade. sonha o irreal. adormece e sonha outra vez e mais outra e outra e outra. sonha sem capacidade de sonhar. sonha sentimentalista. aliança. chocolate. pelúcia. carinho. sonhos. saudade. beijo. ela sonha com ela. ela mesma protagoniza seu sonho. sonha com a falta de tempo. sonha distância. sonha amor incondicional. sai do sonho, levanta, anda e pensa. agora sonha acordada ao som de uma música que só ela consegue ouvir.
9 de fevereiro de 2011
há uns dias passados, acordei querendo que minha mão cobrisse meu rosto todo, pra que amenizace minha pequenês, minha vergonha ou falta de sorte. depois eu quis que alguém me pedisse uma bebida e de repente a garrafa escorrega-se, então, eu teria uma cicatriz eterna e uma história conjunta pra contar. depois um desses malditos aparelhos celular ou um desses remédios incomuns vem parar perto demais e a gente se esquece do mundo real. não há coração que resista a alagamentos de inutilidades. então, percebi que não adianta querer esbarrar no que provavelmente funcionaria, quero corações como processadores e sem memória altamente significante. continuo no meu ritmo de alivio ou sobrevivência obrigatória, lendo meus livros e vendo a vida passar ao lado de fora. enquanto aqui dentro as coisas vão revivendo, pouco a pouco, sem parar de tentar.converso com quem eu não conheço e me esqueço, de repente a minha vida toda tá na ponta da língua de um desconhecido: foda-se.o que seria mais um corte pra quem tá com o corpo quase destruído? quero companhia incomum, quero menos desencontros, gostaria de mais abraços. por favor.
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