27 de janeiro de 2010
26 de janeiro de 2010
tü já olhou pra uma foto tua e viu um estranho no fundo? te faz perguntar, quantos estranhos tem uma foto tua? quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade? ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. nós continuamos a tentar nos aproximar? como se fossemos destinados a estar lá. ou o tiro nos pegou de surpresa. pense? podemos ser uma grande parte da vida de alguém? e nem saber.?
23 de janeiro de 2010
eu sei que cada um tira de mim quase que exatamente o que quer. com facilidade as vezes. eu sempre me entrego mais do que preciso e assim cada um vai levando uma parte de mim, parece uma doença. alguns levam pedaços pequenos, outros levam partes bem maiores. mas de vez em quando, levam as partes ruins e eu fico grata por isso, só até descobrir que eles levaram também uma parte boa, maior que a ruim ainda. me machuca perceber que cada vez mais eu fico dividida, despedaçada, incompleta até. eu sempre quero mais a felicidade dos outros do que a minha. até eu perceber que uma parte de mim tá no lugar errado, aí eu me culpo por ser tão boba e é tão difícil se ver indo embora e não saber a que impulso ceder. as vezes os pedaços voltam e se encaixam dando a impressão de que nunca sairam dali. mas na maioria das vezes, eles não voltam ou voltam e não se encaixam e isso é mais difícil ainda de ver e sentir. com esse tanto de pedaços faltando eu me perco no que eu era e no que sou. no final, eu descubro que eu sou a minha própria doença.
20 de janeiro de 2010
eu queria te dizer que não importa o que acontece das 6 da manhã até as 11 da noite, não importa o que tu fala ou o que eu falo, o que os outros falam. no final das contas quando chega a madrugada eu só quero me sentir cuidada por ti, poder ser tua 'carolzinha' e demonstrar o que sinto de alguma forma.
17 de janeiro de 2010
algumas vezes esboçamos a vida, fazemos dela um caderno de esboços. erramos e arrumamos, concertamos o que quebramos. deixamos de lado esse mundo tão abstrato que conhecemos e fazemos o nosso abstrato. só porque assim, a vida se torna perfeita na nossa maneira de ver e não na maneira dos outros. deixamos de lado o medo e vamos a luta, conhecendo cada pequeno detalhe. de vez em quando somos capazes de conseguir tudo aquilo que queríamos, outras vezes, não conseguimos nada. o que importa, afinal, é a caminhada. caminhada de tudo aquilo, de cada pequeno passo. se aprendemos a sorrir ou não, o problema é nosso. e se fazemos coisas absurdas, pra conseguir algo, o problema também é nosso. corremos atrás do nosso mundo, das nossas histórias. não importando se pros outros é loucura. ou não.
13 de janeiro de 2010
quase famosos é uma verdadeira escola de rock. vi pela primeira vez ontem, depois de 1O anos de sua estréia e digo que minha reação ao final foi ao mesmo tempo ingênua e irresistível, escutar os clássicos do rock e encontrar pelo menos uma Penny Lane durante o curso da vida, seja onde for.
no fim das contas, quase famosos é um filme feito por um cara que não é cool, pra uma platéia muito menos cool e que provavelmente foi por um bom tempo um símbolo da liberdade que só a música consegue trazer. por isso, quando estiver meio pra baixo, não leve a sério, passe em uma loja de cd's e visite seus amigos. como Penny diz: It’s all happening.
no fim das contas, quase famosos é um filme feito por um cara que não é cool, pra uma platéia muito menos cool e que provavelmente foi por um bom tempo um símbolo da liberdade que só a música consegue trazer. por isso, quando estiver meio pra baixo, não leve a sério, passe em uma loja de cd's e visite seus amigos. como Penny diz: It’s all happening.
8 de janeiro de 2010
toda vez que eu decido mudar, ,alguém vem e me coloca na beira de um precipício. eu já disse que o impulso de colocar meu coração dentro de uma bolha impenetrável, é incontrolável. eu até tento, mas esforço demais sem resultado decepciona, e muito. é complicado, sempre é. eu juro que eu tava feliz com o que tinha acontecido, e de repente eu vejo meu conto de fadas destruido.ou não. tá vendo o que acontece quando eu tento abrir espaço pra alguém realmente se aproximar de mim? eu tenho essa coisa de ir de um extremo ao outro.
3 de janeiro de 2010
as notas soam como palavras. eu escuto a música tocar e escuto algumas poucas emoções me tocando. eu olho pra trás e imagino que isso esteja me perseguindo. olho pro céu e imagino que eu 'estive nele' por algum tempo. penso que em todos os dias que me deitei e imaginei que faria ser melhor, faria me tornar melhor. e sabe, eu tenho um ano pra fazer juz ao que disse. eu tenho um ano inteiro pra mim, somente pra mim. as vezes eu me pego sorrindo por uns motivos simples. me pego chorando pelas coisas mais banais do mundo e ultimamente eu tenho achado tanta graça nisso.
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