15 de maio de 2010

acho que certas coisas nunca mudam e nem vão mudar. certa música, cheiro ou lugar sempre vai te lembrar alguém. não adianta quanto tempo passar. tua personalidade sempe vai ser a mesma, não importa quanto se esforçar pra mudar teu jeito de ser. e eu, ando lutando contra o verdadeiro 'eu' praticamente toda a minha vida. tantas vezes deu vontade de gritar, de brigar com alguém, falar tudo que acho, de falar um simples 'não', dizer que amo algo sem medo, assim como dizer ' te odeio'. meu problema é que me importo demais. me importo demais com os outros. isso me esgota e ando observando que a verdadeira 'eu' está transparecendo de pouco em pouco. e quer saber? não me importo mais. aprendi que o amor próprio é sim o mais importante.

4 de maio de 2010

os laços que nos unem as vezes são impossíveis de explicar. eles nos conectam até mesmo quando os laços deveriam ser quebrados. alguns laços desafiam a distância.. e tempo.. e lógica.. porque alguns laços são simplesmente.. o que eles são.

3 de maio de 2010

os dedos do pé estavam devidamente encolhidos e guardados, não tava tão frio assim, mas em noites de solidão o edredom costumava a ser a única companhia protetora. em meio a tanta bagunça, ela precisava ver algo que fizesse algum sentido. não que isso fosse necessariamente possível em um filme, mas essa foi a solução mais simples e rápida que encontrou. vocês sabem, sua especialidade é provocar problemas e não resolve-los. o trailer demorou o suficiente, pra que desse vontade de ir na cozinha procurar alguma coisa que ela certamente sabia que não tinha. não foi, desde pequena tem medo de enfrentar a escuridão que existe entre o quarto e a cozinha. eram apenas alguns passos de distância, mas a imaginação sempre foi fértil o suficiente pra que a pequena reta se transoforma-se em um imenso labirinto. isso não importa mais, agora a vontade já passou e o filme começou. a atriz principal era como ela, pelo menos era o que pensava. o mocinho tão apaixonante, que mesmo de longe se apaixonou. ele era bobo, mas sabia perfeitamente o que queria. o oposto de alguém que ela conhecia, de alguém que comparava a todo momento. entre tramas de vilões e quase beijos de mocinhos, ela mergulhou. a vida desinteressante, tinha se transformado em pixels de uma televisão cheia de adesivos. e por mais que ela não quisesse acreditar, aquela sensação de felicidade só duraria por mais alguns minutos. o mocinho beijou a noiva, e deixou a nossa pequena sozinha na cama. mergulhada no vazio, olhando pras letras que são impossíveis de acompanhar.o problema é que filmes com histórias perfeitas sempre acabam mais rápido e os atores sempre mudam de personagem. por mais que isso pareça injusto, o final é necessário. perfeição tem tempo certo pra durar, pra sempre enjoa..