1 de dezembro de 2010

essa sou eu renovada, essa sou eu me protegendo de obstáculos desnecessários, essa sou eu me protegendo de ti, essa sou eu pensando em mim  pela primeira vez na vida, essa sou eu, aquela que existe independente da tua existência, essa sou eu provando que todos estão nos seus respectivos lugares, como deveria ser. eu aposto que tu nunca viu essa parte de mim.

15 de maio de 2010

acho que certas coisas nunca mudam e nem vão mudar. certa música, cheiro ou lugar sempre vai te lembrar alguém. não adianta quanto tempo passar. tua personalidade sempe vai ser a mesma, não importa quanto se esforçar pra mudar teu jeito de ser. e eu, ando lutando contra o verdadeiro 'eu' praticamente toda a minha vida. tantas vezes deu vontade de gritar, de brigar com alguém, falar tudo que acho, de falar um simples 'não', dizer que amo algo sem medo, assim como dizer ' te odeio'. meu problema é que me importo demais. me importo demais com os outros. isso me esgota e ando observando que a verdadeira 'eu' está transparecendo de pouco em pouco. e quer saber? não me importo mais. aprendi que o amor próprio é sim o mais importante.

4 de maio de 2010

os laços que nos unem as vezes são impossíveis de explicar. eles nos conectam até mesmo quando os laços deveriam ser quebrados. alguns laços desafiam a distância.. e tempo.. e lógica.. porque alguns laços são simplesmente.. o que eles são.

3 de maio de 2010

os dedos do pé estavam devidamente encolhidos e guardados, não tava tão frio assim, mas em noites de solidão o edredom costumava a ser a única companhia protetora. em meio a tanta bagunça, ela precisava ver algo que fizesse algum sentido. não que isso fosse necessariamente possível em um filme, mas essa foi a solução mais simples e rápida que encontrou. vocês sabem, sua especialidade é provocar problemas e não resolve-los. o trailer demorou o suficiente, pra que desse vontade de ir na cozinha procurar alguma coisa que ela certamente sabia que não tinha. não foi, desde pequena tem medo de enfrentar a escuridão que existe entre o quarto e a cozinha. eram apenas alguns passos de distância, mas a imaginação sempre foi fértil o suficiente pra que a pequena reta se transoforma-se em um imenso labirinto. isso não importa mais, agora a vontade já passou e o filme começou. a atriz principal era como ela, pelo menos era o que pensava. o mocinho tão apaixonante, que mesmo de longe se apaixonou. ele era bobo, mas sabia perfeitamente o que queria. o oposto de alguém que ela conhecia, de alguém que comparava a todo momento. entre tramas de vilões e quase beijos de mocinhos, ela mergulhou. a vida desinteressante, tinha se transformado em pixels de uma televisão cheia de adesivos. e por mais que ela não quisesse acreditar, aquela sensação de felicidade só duraria por mais alguns minutos. o mocinho beijou a noiva, e deixou a nossa pequena sozinha na cama. mergulhada no vazio, olhando pras letras que são impossíveis de acompanhar.o problema é que filmes com histórias perfeitas sempre acabam mais rápido e os atores sempre mudam de personagem. por mais que isso pareça injusto, o final é necessário. perfeição tem tempo certo pra durar, pra sempre enjoa..

17 de abril de 2010

tento falar do que sei ou do que não sei mas quero saber. eu não falo de ti, falo de mim e de tudo que consigo captar aqui dentro. sou egoísta até com as palavras. ando mais indecisa e confusa que o normal, valorizando mais meu tempo, talvez pelo motivo desse estar em falta no momento. tenho muita pressa, um pouco de preguiça, vontade de descobrir o que vem pela frente e medo de várias coisas. uma delas é de que talvez a preguiça vença meus outros sentimentos mais urgentes.

7 de abril de 2010

não tô aqui pra falar meias palavras, nem pra brincar de meias verdades. não vou tentar esconder o que tem dentro de mim, não tá valendo a pena todo esse esforço pra nada. todo mundo sabe a verdade ou pelo menos acham que sabe, então porque esconder uma coisa tão bonita pros olhos de quem vê? é o melhor sentimento do mundo, mas só quando é recíproco. ninguém gosta de sofrer, ninguém gosta de amar e não ser amado, ninguém precisa fazer do amor uma cruz! eu já amei e fui muito feliz, hoje não é bem assim, mas não mudaria nada. foi uma grande experiência, sem dúvida alguma, mas quando tudo já não é mais como a gente quer, o amor passa a ser uma coisa sem significado e perdemos todas as esperanças. já me disseram que ir atrás da pessoa amada é errado, 'não corra atrás das borboletas, cuide do seu jardim e elas viram até ti', mas eu não posso ficar aqui assistindo a distância que cada dia aumenta mais e mais, não posso deixar tudo acontecer no seu percurso natural, eu posso me arrepender de não ter feito nada mais pra frente. mas e se eu decidir ir atrás? eu sou tão impulsiva e vou fazer merda na certa. não quero nada pela metade, então tu só será meu quando for de corpo e alma.. as tuas deculpas não vão colar! ai eu penso que não vai adiantar nada, não vamos mudar. me perco mais uma vez e tudo volta a ser como era antigamente!

2 de abril de 2010

pra que ir sempre aos mesmos lugares, quando existem tantos outros locais pra conhecer? este é o momento de quebrar a rotina, digo. coisas mágicas acontecem quando a gente simplesmente vai a lugares onde não costumamos ir. uma fase favorável pra expandir meus próprios quereres e idéias, de repente, descobrir que as coisas que havia imaginado podem ser muito mais amplas!

24 de março de 2010

eu gosto de ser passageira, sabe. do tipo que se tem momentos bons e depois segue-se de onde tava. mas normalmente quem escolhe isso sou eu. e estar do outro lado, ou seja, não querer apenas alguns e sim vários e sequentes, me faz sentir um pouco.. errada ou talvez 'não o bastante'. mas eu não vou mais insistir, já que minha inconstância sempre me atrapalha.

18 de março de 2010

é sempre assim, eu sonho com isso o tempo todo que tu está voltando. é até engraçado como se eu estivesse dando voltas em circulos. porque eu sei que isso não vai acontecer. sabe, as vezes eu tento desistir daqui e ir pra algum lugar diferente. sabe, talvez tu nem se importe, mas eu queria tanto te dizer que a verdade é que eu não consigo mais viver assim. tá tão ruim aqui sem ti. tu pode escutar todas as coisas que eu penso quando olho pra ti? acho que nem se tu pudesse, tu escutaria. mas eu queria só pra saber se tu ainda se importa.

14 de março de 2010

não sei nem o que dizer. admito que tô sem palavras. não sei se deveria tentar me explicar ou se deveria correr atrás ou deixar o orgulho tomar conta, o que seria a opção mais inapropriada porém a mais fácil. andava numa direção, já tinha meu caminho todo traçado, achei que poderia prever tudo e agora me encontro perdida no meio do nada, sem nem sequer uma estrada que eu possa seguir. queria pelomenos alguma opção, algo que possa me orientar. não, pensando bem, meu problema é excesso de opção. 'calma', 'sem stress.', 'não se sinta pressionada.', 'tenho certeza que tu sabe o que faz!' falem, falem, as palavras passam por mim como vento. calma e stress não vão me colocar no lugar, pressão é o que mais sinto. entenda que quando alguém fala 'sem pressão' só te deixa mais pressionado ainda. e não, eu não sei o que faço. eu queria sumir. se eu tivesse um único e último desejo seria sumir. não sou de fazer do jeito mais fácil, mas pela primeira vez eu me rendo. me rendo. me rendo. me rendo. me rendo. tá na hora de deletar. deletar tudo. e agora?!

12 de março de 2010

tudo começou.. ' tu causa impacto tanto nas pessoas quanto nas coisas..' ele só queria dizer que sou um pouco diferente do que dizem 'normal', mas que tudo o que gosto e faço são o que faz de mim eu mesma. porque eu sou o esmalte azul que estou usando, sou o meu cabelo preto, sou o meu vício por twitter, sou o perfume masculino que eu amo, sou a biologia que admiro, sou o amor que sinto pela minhas loucas, sou o caderno que eu escrevo, sou os filmes que eu adoro, sou os livros que leio, sou as bandas que eu gosto, sou as aulas de matemática, sou a hiperatividade que me motiva, sou tudo o que faço e penso! e isso, só isso, faz de mim eu mesma. diferente de todos os outros seres ao meu arredor.

7 de março de 2010

provavelmente eu não consiga mais controlar, muito menos entender, seria tão mais simples pegar esse tipo de sentimento e colocar em algum lugar para só vivê-los quando realmente estivesse totalmente preparadas. ah, se eu fosse capaz de mudar algumas coisas, eu garanto que o primeiro lugar onde ganharia uma reforma seria aqui dentro. quebraria, modificaria, renovaria e iria construir uma base sólida de novo. eu as vezes não me compreendo e não espero que façam isso por mim, afinal, eu me fiz assim, me criei assim.

3 de março de 2010

não diga que sabe, porque tu não sabe. as coisas sempre foram mais complicadas pra mim, eu nunca dei sorte. sou daquelas que não parece ser o que sente e sente não parecer o que é. e saiba logo, é sempre assim, eu me entrego de vez. eu sei mais do que ninguém sei que isso não é bom, de todas as vezes que me interessei por alguém, me ferrei e as vezes tenho o pressentimento que isso vai acontecer de novo, contigo. não quero, de novo não. por mais que eu saiba de cor todas as frases prontas do mundo, eu nunca consigo dizer, não pra ti. eu não funciono quando tu tá por perto. tu me trava e me anestesia. não consigo parar de sorrir, é idiota mas eu não consigo. e tu as vezes ainda tem coragem de dizer que eu não tô nem aí pra ti? não inventa. tu sabe que o que eu sinto é amor, mesmo que eu não grite por aí e repita sempre, é amor. daquele que engana o estômago, eu sei que não é fome. daquele que não deixa dormir, também não é insônia. não importa o que as pessoas digam sobre nós, ninguém consegue enxergar aqui dentro, onde tu se esconde. nosso amor é do tipo extragaláctico. dois mundos diferentes e uma única língua, o amor.

25 de fevereiro de 2010

uma vez me disseram que todos um dia amam e isso me atormentou por muito tempo. não que eu seja a mais seca das rosas, mas eu nunca consegui manter nada. não que eu seja a guria mais diferente do mundo, porque eu sei que não sou. uso calça jeans, me preocupo com a minha franja no calor e passo meu tempo pensando em besteiras. mas é que por dentro, eu sinto algo diferente. algo que já tentei descrever em milhares de textos e poemas, não consigo. mas, por ti tentarei explicar, mesmo que inutilmente o que sinto agora. espero que eu não mude de opinião até que tu leia, as vezes acontece. já me apaixonei por vários caras, de todos os tipos, jeitos e defeitos e nada durou por mais que um ano. não pense mal de mim, apesar de as vezes eu também achar que não presto eu sei que sou uma boa guria. se não sou, tento. o problema não é exatamente a intensidade, porque nos primeiros dias eu viro uma típica idiota apaixonada . daquelas que muda o trajeto nas ruas, ensaia o que vai dizer e fica vermelha só de pensar. digamos que o problema seja em manter tudo isso. quando o que eu quero se torna realidade eu abandono, ou melhor, meu coração me abandona. eu simplesmente paro de sentir. então, os defeitos começam a aparecer e quando dou por mim, já não consigo nem olhar. se era amor? acho que não. mas também não sei dizer o que era, porque enquanto habitou em mim, fez festa e toda festa tem acabar uma hora não tem? pelo menos a minha acaba sempre. e claro, deixa vestígios, restos insuficientes pra uma nova comemoração mas suficientes pra me fazer escrever. é por isso que estou aqui, se é que tu me entende. eles no começo são o meu motivo justamente por eu não ser o deles. isso não é algo legal de se dizer, acredite foi difícil admitir no começo. os únicos caras que eu ainda penso, são os que me deixaram antes que tudo acontecesse. quando digo tudo, tu sabe do que eu falo né? esses foram o que mais me fizeram sofrer, disso não tenho dúvida alguma, mas foram também os que me fizeram ver o outro lado da história. como é o ficar, e não o ir. mas isso não interessa agora. acredito que seja vontade de colocar um ponto final em uma frase que parou em vírgula. infelizmente minhas frases nunca são as últimas do texto.

21 de fevereiro de 2010

eu sou do silêncio. não sei manter contato visual e meus amigos precisam ser falantes, caso contrário escutaremos grilos como plano de fundo. gosto de monólogos externos e sempre preferi escutar. não sei forçar risada. eu sou de convívio. pela minha falta de palavras, aprendi a compensar com gestos. quando o silêncio inevitável nos alcançar, eu vou te fazer cócegas. vou esticar meu lábio superior pra esquerda e o inferior pra direita e tu me perguntará como diabos eu fiz aquilo. depois das tuas tentativas frustradas em me imitar e do retorno infatigável do silêncio, eu vou tocar teu nariz com a ponta do dedo e cantarolar alguma música pertencente a trilha sonora de um filme cult visto no dia anterior. vou entrelaçar nossos dedos, vou recostar minha cabeça no teu ombro e vou dizer algo bobo com uma voz infantil. tu vai sorrir e achar meiguinho-fofinho-bonitinho ou então doentio, mas vai perder isso de foco quando eu começar a te morder, as vezes carinhosamente, as vezes pra te fazer sentir dor. assim eu vou seguir com minhas linguagens não-verbais cotidianas e tu vai descobrir que eu não fui feita pra palavras. e se um dia a gente morar longe ou viajar, talvez tu pense que eu já não sou mais tão divertida porque não saberei manter uma conversa decente pelo telefone ou pela internet. e tu vai considerar terminar tudo porque eu não sei puxar assunto e acabo sendo entediante. e eu vou te amar com tudo que posso, do âmago do meu ser, e talvez tu nunca chegue a saber disso plenamente porque eu jamais conseguiria transpor em palavras. eu bem que te disse: minha linguagem não é medida em caracteres.

18 de fevereiro de 2010

e se realmente em todos os sentidos, tudo que vai volta? e se tudo o que fazemos, farão com a gente? teve dias em que acordar foi o que eu menos quis, teve dias em que olhar pra alguém foi o que eu menos quis, passou! não, na verdade não. porque realmente tudo o que vai volta, e talvez, fazer algo pra alguém, é sofrer o mesmo no futuro. se toda tristeza quando temos dura um tempo e é completa, a felicidade também deveria ser assim e se tudo que nos foi ensinado é pra gerar confiança, pelo menos é isso que deveríamos ter.

11 de fevereiro de 2010

de alguma forma ficar calada é melhor. não apenas pelo medo de falar o que eu não devia, mas sim pela certeza de que algo é mais forte do que dezenas e centenas de palavras.

8 de fevereiro de 2010

talvez tu não consiga me entender como. mas, não se preocupe, isso não é exatamente um problema. algo que talvez deveríamos conversar, mas não hoje, um dia. o que eu quero te dizer, é algo que eu não tenho certeza, algo que eu não entendo. ão é uma novidade alguma pra ti o fato de eu não entender o que eu sinto, tu mais do que ninguém sabe disso. não quero ter que mentir, então irei direto ao assunto. talvez tu nunca mais escute isso de alguém, talvez ninguém sinta isso, ou pelomenos tenha coragem suficiente pra dizer. pois eu tenho e digo. eu te odeio. uma parte de mim não consegue aceitar teus defeitos. é idiota, mas é o que eu sinto. tuas atitudes as vezes me decepcionam, e muito. as coisas não são perfeitas quanto pareciam ser. de fato nos nossos sonhos tudo era mágico. mas isso não quer dizer que não eu te ame, eu te amo. mas não te amo sempre, só as vezes. quando tu me abraça, quando tu sorri e quando tu me beija. isso é amar, não é? se não for é algo bem parecido. não quero que tu mude, até porque sei que não funcionaria. quero apenas te dizer a verdade, pois eu não consigo viver com mentiras.

6 de fevereiro de 2010

eu poderia contar todos os meus segredos pra ti, dizer sobre todos os medos que tenho, sobre a agonia que sinto nas tardes de domingo, sobre a saudade que sinto na manhã de segunda, mas sei que isso não basta, eu teria que te provar com atitudes. eu poderia esquecer algumas regras, deixar alguns limites de lado, mas sei que talvez isso não seja o bastante. talvez eu diga mais do que faça, mas algumas palavras tem mais poder que algumas atitudes. feche teus olhos e apenas deixe acontecer, não espere tanto assim de mim, não quero ser a causadora de tuas frustrações, da mesma maneira que vim posso ir. não que isso esteja em meus planos, muito longe disso. apenas acredite no que eu digo, eu não costumo a mentir.

1 de fevereiro de 2010

e descobri que preciso muito mais, apenas de amores inventados, exagerados, amores abstratos 'incapazes' de me prender atenção. eu quis ir longe, mas fiquei deitada no chão enquanto as horas voavam. eu só queria distrair, apenas distrair. não me leve a mal, mas é que eu não sou sua, não sou de ninguém! acontece que eu tô longe, muito longe e no momento eu sou toda minha..

27 de janeiro de 2010

escrever é um antigo vício, uma mania de combinar palavras embaralhadas, de alimentar angústia, de aumentar a saudade. é como tentar buscar um valor exato pra todas as incógnitas da minha mente, impossível. deixar pela estrada pequenas sílabas, pra que eu não me perca no caminho de volta.

26 de janeiro de 2010

tü já olhou pra uma foto tua e viu um estranho no fundo? te faz perguntar, quantos estranhos tem uma foto tua? quantos momentos da vida dos outros nós fizemos parte? ou se fomos parte da vida de alguém quando os sonhos dessa pessoa se tornaram realidade? ou se estivemos lá, quando os sonhos delas morreram. nós continuamos a tentar nos aproximar? como se fossemos destinados a estar lá. ou o tiro nos pegou de surpresa. pense? podemos ser uma grande parte da vida de alguém? e nem saber.?

23 de janeiro de 2010

eu sei que cada um tira de mim quase que exatamente o que quer. com facilidade as vezes. eu sempre me entrego mais do que preciso e assim cada um vai levando uma parte de mim, parece uma doença. alguns levam pedaços pequenos, outros levam partes bem maiores. mas de vez em quando, levam as partes ruins e eu fico grata por isso, só até descobrir que eles levaram também uma parte boa, maior que a ruim ainda. me machuca perceber que cada vez mais eu fico dividida, despedaçada, incompleta até. eu sempre quero mais a felicidade dos outros do que a minha. até eu perceber que uma parte de mim tá no lugar errado, aí eu me culpo por ser tão boba e é tão difícil se ver indo embora e não saber a que impulso ceder. as vezes os pedaços voltam e se encaixam dando a impressão de que nunca sairam dali. mas na maioria das vezes, eles não voltam ou voltam e não se encaixam e isso é mais difícil ainda de ver e sentir. com esse tanto de pedaços faltando eu me perco no que eu era e no que sou. no final, eu descubro que eu sou a minha própria doença.

20 de janeiro de 2010

eu queria te dizer que não importa o que acontece das 6 da manhã até as 11 da noite, não importa o que tu fala ou o que eu falo, o que os outros falam. no final das contas quando chega a madrugada eu só quero me sentir cuidada por ti, poder ser tua 'carolzinha' e demonstrar o que sinto de alguma forma.

17 de janeiro de 2010

algumas vezes esboçamos a vida, fazemos dela um caderno de esboços. erramos e arrumamos, concertamos o que quebramos. deixamos de lado esse mundo tão abstrato que conhecemos e fazemos o nosso abstrato. só porque assim, a vida se torna perfeita na nossa maneira de ver e não na maneira dos outros. deixamos de lado o medo e vamos a luta, conhecendo cada pequeno detalhe. de vez em quando somos capazes de conseguir tudo aquilo que queríamos, outras vezes, não conseguimos nada. o que importa, afinal, é a caminhada. caminhada de tudo aquilo, de cada pequeno passo. se aprendemos a sorrir ou não, o problema é nosso. e se fazemos coisas absurdas, pra conseguir algo, o problema também é nosso. corremos atrás do nosso mundo, das nossas histórias. não importando se pros outros é loucura. ou não.

13 de janeiro de 2010

quase famosos é uma verdadeira escola de rock. vi pela primeira vez ontem, depois de 1O anos de sua estréia e digo que minha reação ao final foi ao mesmo tempo ingênua e irresistível, escutar os clássicos do rock e encontrar pelo menos uma Penny Lane durante o curso da vida, seja onde for.







no fim das contas, quase famosos é um filme feito por um cara que não é cool, pra uma platéia muito menos cool e que provavelmente foi por um bom tempo um símbolo da liberdade que só a música consegue trazer. por isso, quando estiver meio pra baixo, não leve a sério, passe em uma loja de cd's e visite seus amigos. como Penny diz: It’s all happening.


8 de janeiro de 2010

toda vez que eu decido mudar, ,alguém vem e me coloca na beira de um precipício. eu já disse que o impulso de colocar meu coração dentro de uma bolha impenetrável, é incontrolável. eu até tento, mas esforço demais sem resultado decepciona, e muito. é complicado, sempre é. eu juro que eu tava feliz com o que tinha acontecido, e de repente eu vejo meu conto de fadas destruido.ou não. tá vendo o que acontece quando eu tento abrir espaço pra alguém realmente se aproximar de mim? eu tenho essa coisa de ir de um extremo ao outro.

3 de janeiro de 2010

as notas soam como palavras. eu escuto a música tocar e escuto algumas poucas emoções me tocando. eu olho pra trás e imagino que isso esteja me perseguindo. olho pro céu e imagino que eu 'estive nele' por algum tempo. penso que em todos os dias que me deitei e imaginei que faria ser melhor, faria me tornar melhor. e sabe, eu tenho um ano pra fazer juz ao que disse. eu tenho um ano inteiro pra mim, somente pra mim. as vezes eu me pego sorrindo por uns motivos simples. me pego chorando pelas coisas mais banais do mundo e ultimamente eu tenho achado tanta graça nisso.