comprovei mais uma vez o quanto eu preciso ir embora e o tamanho do valor que invisto nisso. a manhã já começou com algumas lágrimas que não eram só restos da noite passada, havia algo mais. fiquei na maior parte do tempo escrevendo em folhas de caderno e segurando as lágrimas pra que elas não caissem. o meio-dia passou a algum tempo e eu não vejo a hora da noite chegar pra que eu possa deitar no escuro e me perder tentando me achar. precisava tanto daquele abraço confortador. enquanto mal tenho a privacidade de chorar sem ser indagada sobre o por que e não tenho aquele abraço que faria toda dor sumir, coloco meus fones de ouvido e volto a fingir que tá tudo bem. tem certos sentimentos que passam, rápido e fácil. alguns outros, ficam e doem, doem muito. o que mais dói é aquele de não poder te abraçar ou de não ter teu sorriso logo pela manhã. enfim, todas as dores uma hora vão passar, eu pelo menos espero que passem.