9 de fevereiro de 2011
há uns dias passados, acordei querendo que minha mão cobrisse meu rosto todo, pra que amenizace minha pequenês, minha vergonha ou falta de sorte. depois eu quis que alguém me pedisse uma bebida e de repente a garrafa escorrega-se, então, eu teria uma cicatriz eterna e uma história conjunta pra contar. depois um desses malditos aparelhos celular ou um desses remédios incomuns vem parar perto demais e a gente se esquece do mundo real. não há coração que resista a alagamentos de inutilidades. então, percebi que não adianta querer esbarrar no que provavelmente funcionaria, quero corações como processadores e sem memória altamente significante. continuo no meu ritmo de alivio ou sobrevivência obrigatória, lendo meus livros e vendo a vida passar ao lado de fora. enquanto aqui dentro as coisas vão revivendo, pouco a pouco, sem parar de tentar.converso com quem eu não conheço e me esqueço, de repente a minha vida toda tá na ponta da língua de um desconhecido: foda-se.o que seria mais um corte pra quem tá com o corpo quase destruído? quero companhia incomum, quero menos desencontros, gostaria de mais abraços. por favor.